Vida Dinâmica Elaine S.A.


Desenvolva o otimismo

Segundo a cabala, o nove é o número do otimismo. Confira nove dicas para você melhorar a sua visão da vida:

1. diante do obstáculo, pare, reflita e veja a sua experiência. Pense que tudo o que a situação deseja é tocar a sua capacidade e acionar alguma virtude. Busque apoio na cor laranja para ativar o seu estado de otimismo;

2. nenhuma experiência vem para ferir ou para machucar. Ela é apenas uma bênção disfarçada ou uma oportunidade de crescimento;

3. questione-se por que sempre as mesmas coisas acontecem com você;

4. tente conhecer as suas principais qualidades;

5. coloque-as em ação, agora!;

6. para todo problema, existe sempre uma solução, se não existir, não há o problema;

7. diante das dificuldades, procure sempre três alternativas de resolução. Uma delas será a melhor para você;

8 . reflita sobre os acontecimentos sempre com o corpo em movimento (caminhar). Seu cérebro oxigenado vai liberar melhor as idéias e intuições. Cabisbaixo, a sua tendência é ruminar a questão ao invés de resolver;

9. pratique a autoconfiança, a flexibilidade, a coragem, a iniciativa. Mescle tudo isso com um pouco de alegria e determinação, e você conhecerá o otimismo.

Fonte: Projeto Abundancia



Escrito por Elaine às 13:39
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Somos inteiros ou apenas fragmentos?
Saia um pouco da rotina e pense em como anda sua vida...

Por Fernanda Lopes - Terapeuta holística
Neste exato momento em que você lê este artigo, você está fazendo quantas coisas mais? Quantas coisas existem em sua mesa no escritório? Quantas preocupações existem em sua mente? Quantas coisas pra fazer mais tarde... Quantas coisas que você deixou de fazer... Um verdadeiro turbilhão no cérebro!

Eu convido você neste momento a relaxar, a estar presente, a estar aqui, a estar no agora! A refletir o quanto você tem estado inteiro no que faz e quanto na maioria das vezes você está fragmentado? No dia de hoje relembre se enquanto você ouvia alguém você estava realmente ali entregue? Se quando alguém lhe deu um beijo ou demonstrou um olhar de carinho, você estava realmente ali entregue. Se no serviço que você desenvolvia sua cabeça estava por aí divagando. Se você foi capaz de sentir algo de novo em algo que você apenas intitulava como rotina.

Desacelere o passo por um instante e você perceberá que muitas vezes você é mais um dentre tantos maratonistas que vemos por aí. Sempre correndo, sempre tentando encaixar o tempo para tudo o que se quer fazer. E o pior, muitas vezes não sabendo nem para onde se está indo.

Mas a verdade é uma só. Fazemos a maior parte das coisas por fragmentos. Não sabemos criar nossos momentos sagrados. Sagrado é um momento especial, é o momento em que você deve sentir que não existe mais nada além daquilo. É estar presente, é largar preocupações, ansiedades ou qualquer outro sentimento ligado a um tempo que não existe. Não existe afinal futuro ou passado. Você está aqui, perceba!

Muitos colocam a desculpa nos momentos difíceis e que diante desses não é possível deixar de se preocupar. E quando você chega em casa, o seu local de descanso, você acessa seu momento sagrado? Você é capaz de dar risada junto com seu filho? Abraçar seu companheiro ou companheira... Conversar com as pessoas sem ter que ligar a tv? Prestar verdadeiramente atenção naquilo que você faz, naquilo que você diz, naquilo que você ouve, naquilo que você é?

Com a desculpa de atender tantos pedidos externos, você muitas vezes se esquece de você mesmo. Esquece de que se não cuidar bem de sua casa, ela tende a cair. E uma casa com rachaduras, não pode oferecer segurança a ninguém! É preciso saber fazer uma coisa de cada vez.

Fazer de cada instante um local sagrado, colocar a mente e atenção em cada instante, aprender, sentir cada situação e cada pessoa. Saber que não estamos passando por nossa vida acelerados e sem dar sentido a algo, saber que estamos vivendo e não somente existindo. Saber comer, comendo. Tomar banho, tomando banho! Amar alguém, amando! É simples assim! Faça o que estiver fazendo de forma inteira.

Dê funcionalidade para a sua vida. Reduza o passo! Saiba fazer bem, mesmo poucas coisas que você fizer. Dê conta do que você faz! Tire o peso dos seus ombros e coloque mais felicidade nas suas relações.

Quantas vezes você conflitou com o outro, simplesmente porque não esteve presente quando o outro gostaria de lhe falar sobre seus sentimentos ou sobre aquilo que pensava? Quando estamos presentes, estamos atentos, conscientes! E então com consciência, passamos a perceber coisas que antes não víamos. Começamos a acessar a sabedoria dentro de nós, passamos a ter mais respostas para nossa vida, estas que antes buscávamos apenas em conselheiros de fora. Se estamos conscientes, estamos plenos em saber quais são nossas necessidades reais. Eliminamos coisas que não servem mais em nossa jornada (e por vezes, são muitas), para então esvaziarmos. E leves, podermos fluir com o grande rio da vida, atentos à todos os "presentes" que nos são dados diariamente.

Esteja inteiro no que faz! Seja inteiro para as pessoas com quem convive! Deixe as pessoas conhecê-lo de forma completa! Abrace de forma completa, beije de forma completa, ame de forma completa, escute de forma completa! Trabalhe de forma completa, ria, chore, de forma completa! Sinta a vida através de todos os seus sentidos! Sinta o gosto, o calor, o toque de todas as coisas....

Se você parar um pouco, o mundo não atropelará você! É apenas a sua mente quem deu permissão pra isso!

Só se pode crescer e tornar-se uma árvore com raízes firmes se você aprende primeiro a confiar que a chuva sempre completa o processo do seu crescimento!


Escrito por Elaine às 13:02
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VOCÊ SE CONSIDERA INTELEIGENTE?

Os dicionários definem a inteligência como a "capacidade de entender ou compreender, de resolver problemas". Se formos atender a sua etimologia, que é de origem latina e se compõe dos termos "intus" (entre) e "legere" (escolher), também poderia afirmar-se que a inteligência se resume na capacidade de escolher as melhores opções para solucionar um assunto.

Segundo a terapeuta Reyes Ollero, especialista em "coaching" e coordenadora da Asociación Conciencia (www.asociacionconciencia.org), existem outros caminhos além do raciocínio lógico "puro", para escolher a melhor opção. Para Reyes, esta opção é aquela que "nos conecta com nosso ser interior e mais essencial, ajuda-nos a expandir a consciência e nos aproxima da felicidade, entendida como um estado de paz e íntima conexão com as demais pessoas e o Universo".

Além da puramente intelectual, há outras formas de inteligência, como a emocional, a intuitiva, a espiritual, a do amor, a da alma. Estas são algumas recomendações de Reyes Ollero para explorar e desenvolver outras formas de "ser inteligente", que podem levar a mudanças insuspeitadas:


- O poder do "agora". Se você passa a vida lembrando de eventos passados ou evocando projetos que supostamente mudar sua vida mas não se concretizam, você está buscando a felicidade onde não está. O passado é irrecuperável e o futuro incerto. Você só dispõe do momento presente. Aquilo que faz a cada instante determina sua felicidade futura e a qualidade de suas lembranças.

- As sombras do inconsciente. Sob a máscara do ego consciente descansam, ocultas e reprimidas, emoções como a ira, os ciúmes e o rancor que configuram a denominada "sombra" psicológica e emocional. Quando incorrer em um exagero, por excesso ou defeito, isso lhe indica que sua sombra está por trás da cena, e qual é a parcela de sua vida que deve revisar. Observe e examine as ramificações que a sombra reprimida desenvolveu em sua mente, e aceite essas "partes feias" que repudia ou prefere não olhar, porque não gosta. Ao reconhecê-las e aceitá-las pode elaborar opções voluntárias de pensamento e conduta mais desejáveis.

- A felicidade interior. Existe uma alegria sem causa, entendida como um estado de consciência que não depende de condições externas nem alheias, que se desdobra há muito tempo dentro de nós, que qualquer frustração ou desengano não obscurece nem apaga. Ela brota do conhecimento de que sua vida diária é coerente com o propósito central que dá sentido a sua existência. Você sabe qual é? Já se fez esta pergunta? Seguramente servir aos demais, e ser útil ao desenvolvimento e bem-estar das pessoas que passam por sua vida, contribuirá muito mais para essa alegria "sem causa" do que perseguir o prazer, a fama e a riqueza.

- O caminho do autoconhecimento. Para estar bem com os demais é preciso estar de acordo com si mesmo. Mas muita gente esqueceu como é estar a sós com seus pensamentos. Talvez sinta certo temor em adentrar nos recantos de sua mente, e esteja acostumado que os outros pensem por si. Por isso afasta o silêncio e a solidão, buscando algo que o distraia. Sem um verdadeiro autoconhecimento de suas capacidades, necessidades e limitações é muito difícil progredir e ser feliz. Pense nos aspectos de sua personalidade que o ajudam a avançar e os que o freiam. Averigue se você se apega a seu estilo de vida pelo temor ao novo ou há aspectos de sua personalidade que o condicionam.

- O diálogo consigo mesmo. Sua estabilidade emocional depende de que conheça os diferentes níveis de seu ser. Imagine que é um amigo com o qual se sentou para tomar um café, fixe uma hora e um lugar determinado para o encontro. Uma vez lá, considere que está reunido consigo mesmo. Nada nem ninguém deve distraí-lo. Limite-se a estar. Enquanto toma um café revise questões que relegou a um segundo plano por falta de tempo e analise quais são suas prioridades (família, casamento, amigos, sonhos, saúde) e dedique a elas o tempo de acordo com sua importância. Comprove se sua vida se ajusta a suas expectativas e necessidades, e se não for assim tente achar propostas e soluções. Tome nota se quiser. De nenhuma outra reunião você tirará tanto proveito como desta!


Por María Jesús Ribas.
EFE-REPORTAGENS.

Escrito por Elaine às 18:33
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ARNALDO JABOR: 'A BUNDA DURA'

Tenho horror a mulher perfeitinha.
Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário?
E, só pra piorar, tem a bunda dura?

Pois então, mulheres assim são um porre.
Pior: são brochantes.

Sou louco?
Então tá, mas posso provar a minha tese.

Quer ver?
a) Escova toda manhã: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit.
Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação... pra encaixar-se no padrão 'Alisabel', que é legal, porque todas as amigas têm o cabelo igual...
Burra.

b) Na moda:
Estilo pessoal pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho,
camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS!
O que indica uma coisa:
Ela não vai querer ficar desarrumada nem enquanto estiver transando.

c) Sorriso incessante:
Ela mora na vila dos Smurfs?
Tá fazendo treinamento pra Hebe?

Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso.
Não gostou? Problema seu.
Isso se chama autenticidade, meu caro.
Coisa que, pra perfeitinha, não existe.
Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa...
Coitada.

d)
Bunda dura:
As muito gostosas são muito chatas.
Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão.
Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você.
Cerveja? Esquece!

Legal mesmo é mulher de verdade !!!
E daí se ela tem celulite?
O senso de humor compensa.
Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira.
Pode até ser meio mal-educada às vezes, mas adora sexo.
Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema).
Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade.


Escrito por Elaine às 22:23
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VENDE-SE TUDO

Martha Medeiros

 

No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos.

O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento.

Uma outra mãe, ao meu lado, comentou: - Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.

- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.

Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.

Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante.

Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.

No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.

Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.

Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida...

Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.

Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.

... E só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir, é melhor refletir e começar a trabalhar o desapego já!



Escrito por Elaine às 11:08
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- Engraçado, costumam dizer que tenho sorte. Só eu sei que quanto mais eu me preparo mais sorte eu tenho. Passei por tantas coisas boas, e outras dependendo da forma que se vê um tanto ruins. Quando me perguntam, o que me fez prosseguir através de todos os obstáculos que geralmente nos acontecem, sempre respondo: “Suportei ontem, posso suportar hoje. E não permito a mim mesma pensar no que poderá acontecer amanhã.” Passei por privações, vontades, lutas e desejos. Precisei sempre ter um pensamento que me subestimasse.Quando olho para trás, vejo a minha vida como um campo de conquistas, cheio de sonhos, esperanças, ilusões desfeitas, e uma realidade um tanto bem vivida. Uma batalha de que sempre participei, algumas vezes com vantagens outras com coragem. Onde muitas vezes pequenos detalhes me deixaram marcada, como se pequenas ações fizessem a diferença. As vezes acho que podia ter me esforçado mais, mas penso que naquele momento, fiz o que minha capacidade reconhecia. Apesar de tudo, não sinto piedade de mim: não tenho lágrimas para derramar do passado e das tristezas que se foram; não invejo as pessoas que foram poupadas de tudo pelo que passei, porque vivi; elas apenas existiram. Sorvi até o fim a taça da vida. Elas apenas passaram os lábios pela espuma da superfície. Conheço coisas que elas jamais conhecerão. Vejo coisas ante as quais elas estão cegas. Só as mulheres cujos olhos foram lavados pelas lágrimas, conseguem adquirir a visão ampla e clara que as torna assim. É uma filosofia que não é adquirida por nenhuma mulher que viveu uma vida suave. Estudei com grandes professores que me passaram uma experiência de vida que muitas vezes não reconheci pelo fato de ainda não ter vivido, mas hoje vejo que aqueles auxiliadores da sabedoria, são grandes sábios, não tão recompensados quanto ao mérito merecido, mas que me mostraram que a principal batalha é de você contra você mesmo. Aprendi a viver cada dia como ele se apresenta e a não tomar emprestadas inquietações com receio do dia de amanhã. É a sombra ameaça do quadro criado pela imaginação o que nos acovarda. Afastei de mim este receio, pois a experiência me ensinou que, quando chega o momento que tanto temia, encontro sempre compreensão e a energia para enfrentá-lo. Os pequenos aborrecimentos já não tem poder de afetar-me. Depois que já se viu desmoronar o edifício da própria felicidade, nunca mais nos importa que a criada esqueça de colocar as toalhas, ou que a copeira derrame a sopa. Aprendi a não esperar demasiado das pessoas e, assim, posso sentir-me feliz com um amigo que não é muito sincero ou com um conhecido que costuma falar dos outros. Acima de tudo, adquiri senso de humor, pois há muitas coisas das quais eu teria de rir ou de chorar. E quando uma mulher sabe rir dos infortúnios, em lugar de entregar-se a crises histéricas, nada mais pode feri-la, muito, novamente. Não lamento as aflições por que passei, pois, através delas, senti a vida sob todos os seus aspectos. E isso valeu o preço que tive que pagar.


Escrito por Elaine às 19:34
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Para ouvir

Quando você me deixou, meu bem / Me disse pra ser feliz e passar bem / Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci / Mas depois, como era de costume, obedeci / Quando você me quiser rever / Já vai me encontrar refeito, pode crer / Olhos nos olhos / Quero ver o que você faz / Ao sentir que sem você eu passo bem demais"

Olhos nos olhos, Chico Buarque


Escrito por Elaine às 14:55
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Com o tempo, nos tornamos pessoas maduras, aprendemos a lidar com as nossas perdas e já não temos tantas ilusões. Sabemos que não iremos encontrar uma pessoa que, sozinha, conseguirá corresponder 100% a todas as nossas expectativas ¿ sexuais, afetivas e intelectuais. Os que não se conformam com isso adotam o rodízio e aproveitam a vida. Que bom, que maravilha, então deveriam sofrer menos, não? O problema é que ninguém é tão maduro a ponto de abrir mão do que lhe restou de inocência. Ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo, ainda guardamos resquícios dos contos de fada. Mesmo a vida lá fora flertando descaradamente conosco, nos seduzindo com propostas tipo "leve dois, pague um", também nos parece tentadora a idéia de contrariar o verso de Duclós e encontrar alguém que acalme nossa histeria e nos faça interromper as buscas.

Não há nada de errado em curtir a mansidão de um relacionamento que já não é apaixonante, mas que oferece em troca a benção da intimidade e do silêncio compartilhado, sem ninguém mais precisar se preocupar em mentir ou dizer a verdade. Quando se está há muitos anos com a mesma pessoa, há grande chance de ela conhecer bem você, já não é preciso ficar explicando a todo instante suas contradições, seus motivos, seus desejos. Economiza-se muito em palavras, os gestos falam por si. Quer coisa melhor do que poder ficar quieto ao lado de alguém, sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso?

Longas relações conseguem atravessar a fronteira do estranhamento, um vira pátria do outro. Amizade com sexo também é um jeito legítimo de se relacionar, mesmo não sendo bem encarado pelos caçadores de emoções. Não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento. Sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso chama-se trégua. Uma relação calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernos ou eternos, fizeram um do outro seu lugar de repouso. Preguiça de voltar à ativa? Muitas vezes, é. Mas também, vá saber, pode ser amor.

*Trecho do texto "INTERROMPENDO AS BUSCAS" de Martha Medeiros



Escrito por Elaine às 10:50
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Pra rua me levar

Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você

É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
*Ana Carolina


Escrito por Elaine às 18:25
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Don´t stop me now, because I'm having a good time! Riso



Escrito por Elaine às 20:09
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